• Carlos Giovatto

Entrevista publicada na revista Vero, edição 236, de agosto/2019, página 86.

Entrevistas de emprego, viagens, uma apresentação em público ou um encontro especial. É normal ficar apreensivo e gerar grandes expectativas em casos como esses. Mas como saber se a emoção do dia a dia passou a ser doença? "Quando a ansiedade começa a gerar sofrimento e prejuízos na vida social e profissional de alguém, passamos a considerar um possível transtorno de ansiedade (TA), sendo necessária uma avaliação do caso para tratamento de forma correta, sempre com o acompanhamento profissional", conta o psicólogo Carlos Alberto Giovatto (CRP: 06/133372). Confira a entrevista:




O que de fato é ansiedade?

É uma emoção natural do ser humano. Ela surge quando enfrentamos situações desconhecidas, perigosas e/ou desconfortáveis, servindo como sinal de alerta quando a nossa integridade física e/ou emocional é considerada em risco. Esse sentimento estimula o aumento do grau de vigília e a ampliação da capacidade de agir em situações de estresse.


Mas em que momento ela passa a ser um problema, uma doença?

Quando vivenciada de forma saudável e equilibrada, a ansiedade não é uma doença. Passamos a pensar em Transtorno de Ansiedade (TA) quando ela se torna intensa e desproporcional, gerando sofrimento e trazendo prejuízos na realização das atividades do cotidiano e, consequentemente, na qualidade de vida.


Quais são os sintomas do TA?

Existem vários tipos de TA, como fobias, ansiedade social, TOC e transtorno do pânico. Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra e, dentre os mais comuns, podemos citar os fisiológicos, como: taquicardia, tremores, formigamento, falta de ar, tontura, sudorese, libido rebaixada e disfunção erétil; os psicológicos, como tristeza, irritabilidade, dificuldade de concentração e preocupação exagerada; e os comportamentais, como congelamento, hipervigilância, fala acelerada, insônia. É importante salientar que esses sintomas não são específicos e nem categorizam o TA. Uma avaliação com profissional qualificado deve ser feita para o correto diagnóstico.


Como é feito o tratamento?

É individualizado de acordo com as especificidades de cada caso. De forma geral utilizo técnicas que visam o alívio rápido dos sintomas e a melhora na qualidade de vida, mas também trabalho as questões psicológicas que contribuem para a formação e manutenção dos sintomas. O auxílio medicamentoso nem sempre é necessário, porém é de extrema importância em casos que apresentem maiores prejuízo funcionais e cujos sintomas sejam mais resistentes. Nestes casos, o paciente é encaminhado para um acompanhamento multidisciplinar.

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Carlos Alberto Giovatto - CRP 06/133372

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